a arte de escrever um abstract para a aula sobre um artigo a respeito da independência da escócia em comparação com a do kosovo (vinte anos antes) sem fazer ideia do que se está falando, e com cerveja, cigarro, whisky, anfetamina, ácido, mais cerveja, bem mais cigarro, loucura de internet, loucura ao vivo, invasão de domicilio da amiga caridosa, beck, mais cigarro, coca-cola, doce, pinhão e mais cigarro na cabeça.
4:02 e não me atrevo a dormir. nem conseguiria. nem posso. nem quero. nem vou. party hard, work harder. fuck even harder when you have the time. hell yeah.
hope this lasts till morning. and the following night, serei hoadie (é assim?) de performance de bambolê. e laika sexta. e filme sábado. e jam domingo. e as telas a janela, pra poder abrir a janela quando voltar pra casa?
pobre teresa. it had to be said, quando vê me envergonho. ou não. ai. tá, back to work.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
como assim?
tem uma dorzinha bizarra no fundo da minha garganta, como quando a gente quer chorar e não consegue. junto com ela a falta de ar que causa os suspiros constantes. e uma felicidadezinha filha da puta lá no fundo, justificando a porra toda e não me deixando não dar bola.
fico me perguntando qual é o nível de realidade de tudo, não só do que não é real. o que significa que eu não tivesse sentido isso assim por muitos anos? se é que já senti assim... honestamente parece que não, mas não quero tirar conclusões precipitadas. o que significa sentir isso justamente agora? e a causa, onde eu enfio? na lista de "links divertidos"? na mala de viagem, pra levar embora comigo? no cu?
meu caráter ansioso precisa de presença, de abraço, de cheiro, de cabelo e de ombros pra usar de travesseiro. meu coraçãozinho retardado fica perdido batendo no vazio sem apoio e tropeça, dá um nó em si mesmo (e dói)...
ao mesmo tempo já tenho um apoio, mas que cada vez me serve menos, porque eu cada vez sirvo menos. quem dera fosse só uma bengala, daí eu podia quebrar no meio, despedaçar direitinho e jogar no entulho, e não pensar mais nisso. mas né, não dá pra sair por aí despedaçando as pessoas, principalmente quando elas são ótimas e a pervertida que planta amores impossíveis no próprio corpo é você.
saudade só existe em português, mas agonia é universal. e acho que o momento é meio mundial mesmo...
fico me perguntando qual é o nível de realidade de tudo, não só do que não é real. o que significa que eu não tivesse sentido isso assim por muitos anos? se é que já senti assim... honestamente parece que não, mas não quero tirar conclusões precipitadas. o que significa sentir isso justamente agora? e a causa, onde eu enfio? na lista de "links divertidos"? na mala de viagem, pra levar embora comigo? no cu?
meu caráter ansioso precisa de presença, de abraço, de cheiro, de cabelo e de ombros pra usar de travesseiro. meu coraçãozinho retardado fica perdido batendo no vazio sem apoio e tropeça, dá um nó em si mesmo (e dói)...
ao mesmo tempo já tenho um apoio, mas que cada vez me serve menos, porque eu cada vez sirvo menos. quem dera fosse só uma bengala, daí eu podia quebrar no meio, despedaçar direitinho e jogar no entulho, e não pensar mais nisso. mas né, não dá pra sair por aí despedaçando as pessoas, principalmente quando elas são ótimas e a pervertida que planta amores impossíveis no próprio corpo é você.
saudade só existe em português, mas agonia é universal. e acho que o momento é meio mundial mesmo...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
audience
Tem alguém olhando atrás da tela. De outra tela, longe,
infelizmente inalcançável. Mas é como se estivesse aqui, atrás de mim, olhando
a tela junto comigo.
Tudo o que eu fizer aqui está irremediavelmente sendo
assistido, e, por mais que a agonia embrulhe meu estômago e acelere meu coração
enquanto eu escrevo, agora seria covarde parar.
Mesmo porque, enquanto eu não parar é como se eu pudesse sentir
a respiração quente atrás de meu pescoço, olhando a tela daqui. Essa
respiração tira a minha, e isso não se sente escrevendo pro escuro.
terça-feira, 17 de abril de 2012
craving
é necessário registrar que o ser humano é um eterno insatisfeito, e é quando as coisas vão melhor que mais surge (procura) sarna pra se coçar.
preciso de sexo. simples assim. mas não é qualquer sexo, é sexo com qualquer um que não seja ele, porque o sexo dele eu conheço e sei como funciona.
eu sei que as coisas não estão interligadas, porque eu consigo amar alguém e ainda assim querer outras pessoas. mas estou começando a achar que se eu não der pra outro rápido vou passar a gostar menos deste, de puro tédio.
eu deveria ficar solteira, mas sei que assim também não ia ser plena, e todos temos que escolher entre uma falta de plenitude e outra (olha que moça equilibrada e resignada! nem parece eu...). mas juro que se eu não resolver isso logo a balança vai mudar de lado.
(pior é que nem, eu só vou começar a ser uma idiota e brigar por qualquer estupidez.)
horrível, né? eu sei.
mais horrível ainda é que os dispostos se atraem e há candidatos (sim, no plural. mais plural do que a minha mente consegue administrar). candidatos realmente dispostos a manter tudo quieto e sugar-nos mutuamente de alegria proibida. mas eu ainda não fiz nada desde a vez que decidi não fazer mais nada.
(oh wait, online sex doesn't count)
mas o problema maior é que TUDO é mais legal na minha cabeça. daí eu encontro eles e é sem graça, e me expus à toa.
eu deveria ficar solteira, mais sei que assim também não ia ser plena porque quando a gente está solteira nada acontece. aí eu ia achar o primeiro e o primeiro ia querer me namorar e eu ia estar carente e ia querer também e dali a um mês tudo ia voltar ao lugar de agora.
difícil a vida, viu?
preciso de sexo. simples assim. mas não é qualquer sexo, é sexo com qualquer um que não seja ele, porque o sexo dele eu conheço e sei como funciona.
eu sei que as coisas não estão interligadas, porque eu consigo amar alguém e ainda assim querer outras pessoas. mas estou começando a achar que se eu não der pra outro rápido vou passar a gostar menos deste, de puro tédio.
eu deveria ficar solteira, mas sei que assim também não ia ser plena, e todos temos que escolher entre uma falta de plenitude e outra (olha que moça equilibrada e resignada! nem parece eu...). mas juro que se eu não resolver isso logo a balança vai mudar de lado.
(pior é que nem, eu só vou começar a ser uma idiota e brigar por qualquer estupidez.)
horrível, né? eu sei.
mais horrível ainda é que os dispostos se atraem e há candidatos (sim, no plural. mais plural do que a minha mente consegue administrar). candidatos realmente dispostos a manter tudo quieto e sugar-nos mutuamente de alegria proibida. mas eu ainda não fiz nada desde a vez que decidi não fazer mais nada.
(oh wait, online sex doesn't count)
mas o problema maior é que TUDO é mais legal na minha cabeça. daí eu encontro eles e é sem graça, e me expus à toa.
eu deveria ficar solteira, mais sei que assim também não ia ser plena porque quando a gente está solteira nada acontece. aí eu ia achar o primeiro e o primeiro ia querer me namorar e eu ia estar carente e ia querer também e dali a um mês tudo ia voltar ao lugar de agora.
difícil a vida, viu?
quinta-feira, 12 de abril de 2012
lonely boy
uma nostalgia funda, pesada, quente e contínua. quase confortável. quase.
sentia que tudo o que fazia que não fosse aquilo era cansativo, penoso, um estágio de espera entre esta vez e a próxima.
queria colo, precisava pensar, não conseguia produzir no trabalho nem em casa, era grosso com as pessoas. sabia-se bom e generoso, mas precisava dormir. antes que dormisse direito não conseguiria mais ser bom. talvez se dormisse direito conseguisse se sentir bem de novo, sem precisar recorrer àquilo.
querendo dormir, decidiu fazer alguma das coisas que tinha que fazer. trabalhava e pensava sem parar, mas se distraía a cada minuto e tinha que começar de novo.
pensava que tinha que parar de se distrair, e mais uma vez era sabotado por seu próprio funcionamento, porque pensar em não se distrair não é o mesmo que não se distrair.
precisava parar.
não sabia se precisava parar de trabalhar, de dormir ou de fazer aquilo. ou de pensar naquilo em vez de trabalhar ou dormir ou fazer aquilo.
decidiu que ia trabalhar, depois dormir. se acordasse mal, ainda faria, uma ultima vez. isso o confortou, ao menos não era uma decisão extrema.
enquanto trabalhava pensava na ultima vez que faria aquilo com uma ansiedade quase infantil. pensando nisso, não terminava.
acabou não terminando nunca. mas, mesmo nunca mais dormindo, sonhou para sempre com o que ia fazer quando acordasse.
sentia que tudo o que fazia que não fosse aquilo era cansativo, penoso, um estágio de espera entre esta vez e a próxima.
queria colo, precisava pensar, não conseguia produzir no trabalho nem em casa, era grosso com as pessoas. sabia-se bom e generoso, mas precisava dormir. antes que dormisse direito não conseguiria mais ser bom. talvez se dormisse direito conseguisse se sentir bem de novo, sem precisar recorrer àquilo.
querendo dormir, decidiu fazer alguma das coisas que tinha que fazer. trabalhava e pensava sem parar, mas se distraía a cada minuto e tinha que começar de novo.
pensava que tinha que parar de se distrair, e mais uma vez era sabotado por seu próprio funcionamento, porque pensar em não se distrair não é o mesmo que não se distrair.
precisava parar.
não sabia se precisava parar de trabalhar, de dormir ou de fazer aquilo. ou de pensar naquilo em vez de trabalhar ou dormir ou fazer aquilo.
decidiu que ia trabalhar, depois dormir. se acordasse mal, ainda faria, uma ultima vez. isso o confortou, ao menos não era uma decisão extrema.
enquanto trabalhava pensava na ultima vez que faria aquilo com uma ansiedade quase infantil. pensando nisso, não terminava.
acabou não terminando nunca. mas, mesmo nunca mais dormindo, sonhou para sempre com o que ia fazer quando acordasse.
quinta-feira, 22 de março de 2012
light bugs
voam como se estivessem vivos
como se a noite - que é o escuro dentro de mim - fosse quente
meu coração é uma lampada
que balança quando batem de cabeça
frenesi de cérebro miúdo de inseto
a ironia é o verão e a noite chegarem sempre junto(s)
com a lua verde
da tua bolinha de status.
como se a noite - que é o escuro dentro de mim - fosse quente
meu coração é uma lampada
que balança quando batem de cabeça
frenesi de cérebro miúdo de inseto
a ironia é o verão e a noite chegarem sempre junto(s)
com a lua verde
da tua bolinha de status.
domingo, 4 de março de 2012
O x da questão
Se me fosse vedado, eu morreria?
Defina morrer, por favor.
.
.
.
.
.
.
Melhor: defina eu.
#nobodywins
Defina morrer, por favor.
.
.
.
.
.
.
Melhor: defina eu.
#nobodywins
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
self-expression
tem uma mina por aí fazendo palíndromos e chamando de arte. minha revista coquetel se encaixa? o que define, pelamor?
gostaria muito de saber pra saber se desisto ou continuo. vai que me acham as bobagens postumamente e eu retratava a angústia do meu tempo e não sabia?
(duvido horrivelmente, mas tudo bem. sonhar é normal, pelo menos)
leio e leio e leio (e escrevo três linhas por arroubo criativo) e me acho mais burra. escuto música (cantando) e me acho burra e feia. não vou mencionar a gordura. mencionei, ê!
pelo menos essa coisa toda parece que ta indo pra frente, mesmo que a frente seja a desistência honrosa. a arte precisa de expectadores, não precisa? pois treino isso, em último caso (esse semestre as leituras estão decentes, devo admitir).
e gastronomia também é arte, oras. aliás, duvido que seja só larica, estou, de fato, cozinhando cada vez melhor.
cheers.
gostaria muito de saber pra saber se desisto ou continuo. vai que me acham as bobagens postumamente e eu retratava a angústia do meu tempo e não sabia?
(duvido horrivelmente, mas tudo bem. sonhar é normal, pelo menos)
leio e leio e leio (e escrevo três linhas por arroubo criativo) e me acho mais burra. escuto música (cantando) e me acho burra e feia. não vou mencionar a gordura. mencionei, ê!
pelo menos essa coisa toda parece que ta indo pra frente, mesmo que a frente seja a desistência honrosa. a arte precisa de expectadores, não precisa? pois treino isso, em último caso (esse semestre as leituras estão decentes, devo admitir).
e gastronomia também é arte, oras. aliás, duvido que seja só larica, estou, de fato, cozinhando cada vez melhor.
cheers.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Descrição de processos
Sentava e pensava nele. Tinha que ser um cara, pra não ficar muito autobiográfico. Tinha que ser jovem, pra poder ser um pouco. Infância difícil, porque as fáceis não valem o seu tempo, já dizia Frank McCourt. O que me lembra de inserir uma citação de outra obra literária que eu ache foda, pensou. Riu. Ele tem que estar fazendo algo. Algo que permita começar uma história. Uma atividade que tivesse que ser baseada em uma linha de pensamento que ela pudesse narrar. Será que tá muito óbvio? Mas continua ruim... o que falta? Puta que o pariu, vamos usar uns palavrões, ver se melhora essa porra. Não. Crise de identidade da personagem principal? Parece. Brainstorming. Confusão. Medo. Preguiça. Chega, vou fugir num final abrup
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Pós-desejo de morte
Faz um tempo que não sai nada aqui.
No momento atravesso o pior momento de saúde da minha vida. Dores de cabeça, febre, tosse, (MUITO) ranho, dor de garganta, dor de ouvido, dor no pulmão e sangue no espirro. FUCK YEAH!
Já estou melhorando, mas essa semana por um momento achei mesmo que fosse morrer. E considerando que não me pareceu uma má ideia, tive que parar e repensar como vinham vindo as coisas. Porque né, não morri, não vou morrer naturalmente (pelo menos não essa semana) e não tenho coragem (nem a cara de pau, pobre da familia!) de me matar, então naturalmente preciso resolver o que faz a morte parecer a melhor opção.
Este foi um semestre conturbado. Crises, festas, drogas, pessoas... E qualquer veneno antimonotonia pra ansiosa aqui achar que a vidinha medíocre dela valia a pena. Estive apaixonada, perdidamente, e aguentei todo tipo de histórias e convidei pra todo tipo de atividades e incentivei todo tipo de barbaridades com terceiras só pra manter o contato e ser a melhor pra ele em qualquer aspecto que fosse (a amiga mais porra louca? bff, por que não? me escolhe, me escolhe!). Não posso dizer que esteja curada, mas finalmente acho que não me afeta mais tanto. Acho. Digo acho porque semana passada foi a ultima ocorrência, mas enfim, pelo menos a angustia hoje tem menor tamanho do que quando eu queria casar com ele...
Mudei de emprego e descobri em mim a workaholic mais estúpida da face da terra. Me tomei por responsável pelo bagulho, peguei MUITO mais horas do que deveria e acumulei trabalho de uma maneira que me fez achar plausível que a faculdade ficasse de lado. Não que precise muito pra eu deixar a faculdade de lado, dá uma olhada no meu histórico lá... Mas de qualquer forma, por conta de 2 ou 3 atrasos e duas gripes (uma sendo a presente), descobri esta semana que a velha me acha uma irresponsável e não vai renovar semestre que vem. Na minha mania de achar que estou errada (sim, essa é das mais marcantes), não consegui mais do que pedir pra ela reconsiderar porque eu gosto das crianças. Meu colegas unanimemente chamaram a chefe de louca quando contei a história, e só então me dei conta de que realmente era injusto. Em todo caso, mesmo que ela chegue a reconsiderar, já tenho outros planos...
Não rola mais não fazer as cadeiras. Não rola mais a arrogância de achar que só porque consigo ir razoável nas coisas posso não estudar. Não rola mais papai pagar o aluguel pra filhinha estudar e ela não estudar. Sabe quando tua ficha cai e tu te da conta de que tem contas a prestar pra gente mais importante que a tua chefe? Tipo, pro teu (não, não é o papai) futuro? As cliché as it might sound, não quero ganhar pouco pra sempre. E não quero ficar doente e querer morrer porque trabalho mais do que deveria. Quero estudar e viver disso, sem preguiça, porque é disso que eu gosto e eu tinha esquecido.
Em breve mais detalhes. Bora resolver a pendência do plano de saúde, pra começar.
No momento atravesso o pior momento de saúde da minha vida. Dores de cabeça, febre, tosse, (MUITO) ranho, dor de garganta, dor de ouvido, dor no pulmão e sangue no espirro. FUCK YEAH!
Já estou melhorando, mas essa semana por um momento achei mesmo que fosse morrer. E considerando que não me pareceu uma má ideia, tive que parar e repensar como vinham vindo as coisas. Porque né, não morri, não vou morrer naturalmente (pelo menos não essa semana) e não tenho coragem (nem a cara de pau, pobre da familia!) de me matar, então naturalmente preciso resolver o que faz a morte parecer a melhor opção.
Este foi um semestre conturbado. Crises, festas, drogas, pessoas... E qualquer veneno antimonotonia pra ansiosa aqui achar que a vidinha medíocre dela valia a pena. Estive apaixonada, perdidamente, e aguentei todo tipo de histórias e convidei pra todo tipo de atividades e incentivei todo tipo de barbaridades com terceiras só pra manter o contato e ser a melhor pra ele em qualquer aspecto que fosse (a amiga mais porra louca? bff, por que não? me escolhe, me escolhe!). Não posso dizer que esteja curada, mas finalmente acho que não me afeta mais tanto. Acho. Digo acho porque semana passada foi a ultima ocorrência, mas enfim, pelo menos a angustia hoje tem menor tamanho do que quando eu queria casar com ele...
Mudei de emprego e descobri em mim a workaholic mais estúpida da face da terra. Me tomei por responsável pelo bagulho, peguei MUITO mais horas do que deveria e acumulei trabalho de uma maneira que me fez achar plausível que a faculdade ficasse de lado. Não que precise muito pra eu deixar a faculdade de lado, dá uma olhada no meu histórico lá... Mas de qualquer forma, por conta de 2 ou 3 atrasos e duas gripes (uma sendo a presente), descobri esta semana que a velha me acha uma irresponsável e não vai renovar semestre que vem. Na minha mania de achar que estou errada (sim, essa é das mais marcantes), não consegui mais do que pedir pra ela reconsiderar porque eu gosto das crianças. Meu colegas unanimemente chamaram a chefe de louca quando contei a história, e só então me dei conta de que realmente era injusto. Em todo caso, mesmo que ela chegue a reconsiderar, já tenho outros planos...
Não rola mais não fazer as cadeiras. Não rola mais a arrogância de achar que só porque consigo ir razoável nas coisas posso não estudar. Não rola mais papai pagar o aluguel pra filhinha estudar e ela não estudar. Sabe quando tua ficha cai e tu te da conta de que tem contas a prestar pra gente mais importante que a tua chefe? Tipo, pro teu (não, não é o papai) futuro? As cliché as it might sound, não quero ganhar pouco pra sempre. E não quero ficar doente e querer morrer porque trabalho mais do que deveria. Quero estudar e viver disso, sem preguiça, porque é disso que eu gosto e eu tinha esquecido.
Em breve mais detalhes. Bora resolver a pendência do plano de saúde, pra começar.
terça-feira, 3 de maio de 2011
trashcan
vergonha até de escrever isso, mas é bom que eu guarde essa sensação pra posteridade mesmo.
mandar pro cara que te faz acordar chorando um e-mail dizendo que você quer (só) sexo e nem assim.
(Y)
mandar pro cara que te faz acordar chorando um e-mail dizendo que você quer (só) sexo e nem assim.
(Y)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Aninho começando bem...
Feliz 2011. Yeah, well...
Foda que eu só venho aqui quando a situação não é das mais positivas. Isso porque, quando positiva, estou ocupada. 'Com o quê?', o nobre leitor perguntaria. 'Com o cara mais genial do mundo', responderia eu.
Conversando, bebendo, fumando, ouvindo música, tocando, cantando, passeando, comendo fora, cozinhando, trepando, lendo, assistindo o gato fazer bobagens, pegando a porra do onibus lotado por mais de hora pra se ver, vendo filme, vendo séries, vendo merda no youtube, fumando mais, passando café e fazendo torrada às 17h, que é a hora de acordar no fim de semana e foi a dessas férias também...
Enfim, cada uma dessas coisas eu faço com ele, e o bem que isso tudo me faz me impede até de olhar e-mail, às vezes.
Caso é que às vezes o destino me impede de vê-lo. E, pior de tudo, às vezes ele decide ficar na sua, sans moi. Um dia porque precisa estudar, um dia porque a mãe reclama que não para em casa, um dia ta doente, um dia ta cansado...
Beleza, faz parte. Eu também gosto de fazer minhas coisas, ficar no meu canto, dormir com meu gato... E eventualmente entro no clima e faço tudo isso. Até aí estamos saudáveis.
Mas o dia em si, aquele dia em que a gente se separa, seja pelo motivo que for, é fatal: eu choro (quando já estou sozinha, claro). Eu fico braba, quase briguei com ele, que, por sinal, estava doente. Eu choro de raiva, de solidão, de nem sei do quê. Eu choro enquanto escrevo esta porra, só de falar do nó que se cria cada vez que a porta bate e fica cada um de um lado. E o mesmo desespero não sai de mim, pelo menos não até o dia seguinte (às vezes dura um poquinho mais, mas daí aparece um ou outro amigo e eu consigo voltar a respirar).
E eu acho que eu preciso de ajuda. Isso não é normal, nem saudável, nem bonito. Embora passe eventualmente e eu volte a ser uma pessoa minimamente equilibrada, o percurso é muito doído e por uma coisa muito estúpida.
Antes de hoje eu não tinha demonstrado a psicopatia em ação, por pura vergonha. Até já tinha falado sobre isso com ele, mas amenizando bastante, como quem conta bonitinho o quanto sentiu saudade... Hoje fiquei mais braba do que nunca, não sei por que, e saí da casa dele batendo porta. Liguei mais tarde pedindo desculpas, que foram aceitas, mas o clima tá pesado. Ele lá doente, eu aqui, doente.
Penso nos outros relacionamentos e eu nunca fui tão loca. Claro, meu histórico tem pessoas bem menos independentes, que mesmo quando tinham que se separar mandavam coisas, davam toques, demonstravam saudade. Até porque meu relacionamento anterior foi um casamento, então era raro nos separarmos.
Agora tenho que reaprender a namorar, e acho que não sei mais como mesmo. Não que ele saiba, acho mesmo que cada um peca por um excesso aqui (porque quando não é ao vivo ele não tem 'paciencia', nem pra telefone, nem pra msn... eu acho estranho, porque no início a gente virava noites conversando...).
Não sei, tenho medo de estar louca, ou depressiva, ou dependente, ou todas as anteriores.
Mas tenho mais medo ainda de que isso passe e fique tudo bem, e chegue o fim de semana e a gente se veja e faça todas aquelas coisas citadas acima, e quando a gente se separe eu esteja como estou agora.
Foda ter medo de uma coisa que a gente sabe que vai acontecer.
Feliz 2011 pra quem é emocionalmente retardado. Beijos.
Foda que eu só venho aqui quando a situação não é das mais positivas. Isso porque, quando positiva, estou ocupada. 'Com o quê?', o nobre leitor perguntaria. 'Com o cara mais genial do mundo', responderia eu.
Conversando, bebendo, fumando, ouvindo música, tocando, cantando, passeando, comendo fora, cozinhando, trepando, lendo, assistindo o gato fazer bobagens, pegando a porra do onibus lotado por mais de hora pra se ver, vendo filme, vendo séries, vendo merda no youtube, fumando mais, passando café e fazendo torrada às 17h, que é a hora de acordar no fim de semana e foi a dessas férias também...
Enfim, cada uma dessas coisas eu faço com ele, e o bem que isso tudo me faz me impede até de olhar e-mail, às vezes.
Caso é que às vezes o destino me impede de vê-lo. E, pior de tudo, às vezes ele decide ficar na sua, sans moi. Um dia porque precisa estudar, um dia porque a mãe reclama que não para em casa, um dia ta doente, um dia ta cansado...
Beleza, faz parte. Eu também gosto de fazer minhas coisas, ficar no meu canto, dormir com meu gato... E eventualmente entro no clima e faço tudo isso. Até aí estamos saudáveis.
Mas o dia em si, aquele dia em que a gente se separa, seja pelo motivo que for, é fatal: eu choro (quando já estou sozinha, claro). Eu fico braba, quase briguei com ele, que, por sinal, estava doente. Eu choro de raiva, de solidão, de nem sei do quê. Eu choro enquanto escrevo esta porra, só de falar do nó que se cria cada vez que a porta bate e fica cada um de um lado. E o mesmo desespero não sai de mim, pelo menos não até o dia seguinte (às vezes dura um poquinho mais, mas daí aparece um ou outro amigo e eu consigo voltar a respirar).
E eu acho que eu preciso de ajuda. Isso não é normal, nem saudável, nem bonito. Embora passe eventualmente e eu volte a ser uma pessoa minimamente equilibrada, o percurso é muito doído e por uma coisa muito estúpida.
Antes de hoje eu não tinha demonstrado a psicopatia em ação, por pura vergonha. Até já tinha falado sobre isso com ele, mas amenizando bastante, como quem conta bonitinho o quanto sentiu saudade... Hoje fiquei mais braba do que nunca, não sei por que, e saí da casa dele batendo porta. Liguei mais tarde pedindo desculpas, que foram aceitas, mas o clima tá pesado. Ele lá doente, eu aqui, doente.
Penso nos outros relacionamentos e eu nunca fui tão loca. Claro, meu histórico tem pessoas bem menos independentes, que mesmo quando tinham que se separar mandavam coisas, davam toques, demonstravam saudade. Até porque meu relacionamento anterior foi um casamento, então era raro nos separarmos.
Agora tenho que reaprender a namorar, e acho que não sei mais como mesmo. Não que ele saiba, acho mesmo que cada um peca por um excesso aqui (porque quando não é ao vivo ele não tem 'paciencia', nem pra telefone, nem pra msn... eu acho estranho, porque no início a gente virava noites conversando...).
Não sei, tenho medo de estar louca, ou depressiva, ou dependente, ou todas as anteriores.
Mas tenho mais medo ainda de que isso passe e fique tudo bem, e chegue o fim de semana e a gente se veja e faça todas aquelas coisas citadas acima, e quando a gente se separe eu esteja como estou agora.
Foda ter medo de uma coisa que a gente sabe que vai acontecer.
Feliz 2011 pra quem é emocionalmente retardado. Beijos.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Amor?
Estranho me comportar bem. Mais estranho ainda porque o momento não é nada propício, pra nenhuma das partes. Mas, aparentemente, quando a gente gosta da pessoa a gente faz funcionar. Veremos. Estar bem comigo mesma, como agora, é o que importa. Se ficar assim, posso até ir contigo morar na praia e plantar hortaliças. Só te liga, né, porque tu sabe o que eu preciso pra continuar querendo me comportar...
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