Mais uma vez nossa heroína encontra-se em um momento difícil da existência. Cá está ela, sentada com o computador no colo, passando mecanicamente a tela pelas piadas sem graça e notícias sem sentido, até que chega nas que já leu e reinicia a volta. Ao fim de cada ciclo, ou no meio, a todo momento, ela pensa em tomar banho para então ir à cidade e resolver assuntos burocráticos. A cada lembrança dessas ela para e escolhe um link, uma música, um vídeo, qualquer coisa que lhe renda mais cinco minutos de inércia.
Será que todo mundo é assim? Ela duvida: as pessoas vão às coisas, fazem o que tem que fazer, se formam. Ela consegue empregos com facilidade, mas procurar não aparenta estar na lista de prioridades, embora esteja. Vai perder o momento nas empresas, e vai ficar pobre. Fora os médicos que faz anos que não a veem, e que são realmente importantes. Vocês acham que ela foi atrás?
Com tudo o que deveria estar na sua cabeça neste início de ano nevoento, nossa heroína só consegue pensar com o afinco necessário em sexo. Ainda assim, nem quanto a isso se anima a agir, muito por medo do que as coisas podem se tornar. Ela sofre por não ter aquela conexão sensacional (de sensação, digo) com qualquer um, mas não procura o encontro mais promissor dos últimos tempos por puro medo de sentimentos (dos dela mesma, que não sejam compatíveis com os dele e ela tenha que se resignar; acaba por escolher a resignação prematura). Quem diria? Logo ela que se jogava de cabeça em tudo, com medo de um pirralhinho gostoso...
Verdade seja dita, ela não procura o encontro mais promissor porque a amiga ficou chateada. Porque a amiga não pega ninguém. Nossa heroína não julga o recalque da amiga, mas gostaria muito que a falta de feeling da amiga não a impedisse de fazer as coisas. A amiga odeia o cara porque ele não quis ficar com ela, e odeia nossa heroína por tabela, porque ela sim estava entre a lista de muitas em quem o cara deu em cima naquela noite. Nossa heroína sabe como essas coisas funcionam. A amiga não. Se a amiga ver que eles se adicionaram, vai ficar brabinha, e a nossa heroína não quer isso.
O momento é de congelamento na vida da nossa heroína.
segunda-feira, 4 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
estrutura física ftw
artigo de opinião não é comigo. só gostei do arroubo da menina, porque ela acredita no que está comunicando artisticamente e ainda por cima bate na cara da sociedade (aqui também chamada reality show de talentos). e achei injusto eles não reforçarem o conteúdo da mensagem do poema, porque ME pareceu que ela teria gostado se aquilo fosse dito. talvez ela tivesse ok e eu aqui incomodando, né? enfim, ...
http://www.youtube.com/watch?v=e86hSRwkVoA
um dia consigo voltar a escrever claramente. reli os últimos, coisa mais trash.
é esse impulso de ser engraçadinha que me estica as referências prum terreno onde só eu rio. desculpa, mundo. to ciente, to tentando.
(nem sei se é só um problema de referência. acho que é além de tudo difícil de ler mesmo. será que maiúsculas ajudam? Será que maiúsculas bastam?)
enfim, ainda não vou fazer um balanço das últimas entradas ou do que aconteceu desde então porque tecnicamente ainda estou de férias. na verdade, "tecnicamente" não, porque tecnicamente eu estou desempregada. mas estou de buena, por hora. juro. :P
vou dormir. computador novo (FUCK YEAH), terei mais tempo para refletir decentemente de novo, e não só mais quando estou podre já.
tem que acreditar no objeto/conteúdo/objetivo(?) da sua arte. pensem nisso.
http://www.youtube.com/watch?v=e86hSRwkVoA
um dia consigo voltar a escrever claramente. reli os últimos, coisa mais trash.
é esse impulso de ser engraçadinha que me estica as referências prum terreno onde só eu rio. desculpa, mundo. to ciente, to tentando.
(nem sei se é só um problema de referência. acho que é além de tudo difícil de ler mesmo. será que maiúsculas ajudam? Será que maiúsculas bastam?)
enfim, ainda não vou fazer um balanço das últimas entradas ou do que aconteceu desde então porque tecnicamente ainda estou de férias. na verdade, "tecnicamente" não, porque tecnicamente eu estou desempregada. mas estou de buena, por hora. juro. :P
vou dormir. computador novo (FUCK YEAH), terei mais tempo para refletir decentemente de novo, e não só mais quando estou podre já.
tem que acreditar no objeto/conteúdo/objetivo(?) da sua arte. pensem nisso.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
arroubo típico.
Retiro espiritual do quase acaso
Day 3.
Não saberia por onde começar a cantar. Contar. Ato falho. Sempre
quis cantar e nunca consegui fazer com as pessoas o que eu sinto cantando. Enfim.
De qualquer forma, para expressar as minhas impressões acerca dessa história eu
precisaria fazer tantas conexões que me perco até de pensar o que eu teria que
fazer para explicar o porquê de tantas conexões. Haja pulso e cérebro que
aguente. Erros de spelling em
profusão, thank the gods for Word. The end.
***
I have the attention span of a goldfish.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Apenas para registrar o momento
Estas se encaminham para
serem as férias que eu acabo de enfiar no buraco simplesmente porque eu não
consigo não ter um homem por perto, mesmo quando eu já to achando ele um porre
que ele nem é pq a gente já tá a tempo demais juntos. Tem a parte do dinheiro (fui
burra e fiz ele pagar todo o super sem querer porque me desesperei com o
trabalho, e nem usei toda a comida), então tenho que segurar ele aqui pra pagar
umas coisas, pra ser legal. De qualquer forma, a pior parte é essa conversa com
chefe na segunda, que eu suspeito que vá incluir o último trabalho que eu fiz
que nem a minha cara e a vadiagem habitual. Já estou pensando até em
alternativas de emprego. Mas o que, meu deus? Que me pague decente e eu consiga
estudar e não tenha ataques cardíacos ou de tédio. Tenho a impressão de que não
é desta vez, mas haveria motivos suficientes. Não sei quanto tenho de crédito,
mas acho que é muito pouco.
Rédea curta com o menino, e eu não queria. Mas não soube
demonstrar outra coisa, porque eu sou uma maluca. MALUCA. Por isso que eu gosto
do meu bonitinho bonitão, porque com ele da pra ser honesta. Porque com ele eu
tenho certeza de que ele não vai levar pro pessoal nem esfregar na minha cara. Ai,
tenho? Eu não tenho certeza nem do que eu faria...
(conste que este com o qual temporariamente divido o teto
não cansa nunca, exceto quando dorme. Ter que ficar o tempo todo no ‘agora sim
agora não’ é um saco. Eu sei que eu que sou a cadilandra aqui {preciso expurgar
isso da cadilandra depois, lembrete on place}, e que isso normalmente seria uma
qualidade, mas, não sei por que, não é. Será que to virando mullherzinha
demais?)
Bom, bora fumar um que eu to quase de férias, tirando a
reunião de segunda. E depois bora pro bar, ser cavalheira. E depois disso
depois eu penso.
MIzão. Mas recebi, vou conseguir afogar, pelo menos.
P.S.: comunicação é uma coisa difícil de fazer, ainda mais
chapada.
P.S.2: eu gosto dele, até. Preciso mencionar o calor nesta
equação do demonho.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Pequenos episódios de insônia
Quando a cama adquire um
formato que não é mais o do meu corpo, fumo a baga na mesa de cabeceira, e,
quando sinto o conhecido baixar dos olhos, acendo um único cigarro. Às vezes
dois. Nesse tempo, acho que penso em ti, mas penso em mim contigo. E desejo que
esse tu não mude a cada noite, embora seja exatamente isso que eu busco. Sentir
o teu cheiro no que ele tem de diferente de outros me enlouquece, e eu já não
sei mais dizer o que eu prefiro. Loucura, companhia, conforto, liberdade,
solidão. Todas as anteriores. A solidão é o alimento do gênio, alguém disse. A
vida contigo me prende, mas há de fato quem (me) coma o que eu faço quando fico
sozinha?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Obrigada a todos os envolvidos
Batom, biquíni de bolinhas e um grampo de flor, colocado por
mim, segurando o cabelo comprido só de um lado. Você agia como se estivesse finalmente livre e me libertava sem querer: para continuar perto, eu também precisava entrar na
parte de mim mesma que eu nunca mostro.
E então, justo eu, que não me sentia
capaz de comer ninguém, tive que me curvar e aceitar o desafio porque tudo era simplesmente
irresistível e eu não ia te deixar esperando.
Aprendi a puxar, a morder, a lamber, a arranhar e a falar. Tudo
doce, quente, escorregadio. E senti prazer em dar prazer simplesmente porque
você confiava em mim o suficiente para querer aquilo, e quase morri de
realização quando senti teu gozo escorrendo pelo meu corpo. Tudo doce, quente,
escorregadio.
E vi em ti o que eu instintivamente fazia com os outros, e me
amei também, através de ti, do jeito mais bonito que já me aconteceu.
bearded
pin-ups are fucking hot, my dear, dear friend!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Fluidez
Não é nos teus olhos que está tudo o que precisa ser dito,
mas eles dizem que tudo o que está sendo dito pela voz e pelo corpo é sincero e
relevante naquele exato momento.
Não é [só] do formato do teu corpo que eu tenho vontade, mas do
cheiro das coisas, do jeito que ele se mexe e dos barulhos que ele faz quando nossas mãos dançam tango na mesa do bar.
A pedra lapidada com os dizeres “para sempre”, por mais que
dure, imponente e estática, não vive tanto quanto aquela gotinha que sai da terra rio
abaixo doída e vertiginosamente até o mar só pra voltar voando feliz da vida.
sábado, 29 de dezembro de 2012
urge ter uma memória melhor
decidir é fácil. executar também.
não mudar de ideia é que é o tchan da felicidade.
se as situações tivessem se mantido nas duas vezes eu estaria aqui nervosa por estar com alguém com todas as incompatibilidades que eu sabia que eram impossíveis de ultrapassar, no caso de ambos.
decidi não enrolar mais e cá estou, triste triste triste me sentindo sozinha e me corroendo de saudade por dentro, de ambos. e questionando cada centímetro de escolhas que até dias atrás pareciam a linha reta de um raciocínio perfeito (e olhando preços de passagens para surpreender o cara que eu mandei embora na cidade em que ele está -- espero não conseguir, mas preciso de ajuda para passar o tempo sem esse nó da porra puxando meu coração pra garganta).
a época do ano não ajuda, mas nenhuma época ajudaria... quando muito, é vital lembrar que a família e os amigos (todos viajando) amam você, por mais que o amor que parece te completar seja outro que aparentemente não existe.
sei lá. queria conseguir lembrar melhor da parte ruim pra essa falta do que fazer ficar mais parecida com a liberdade que eu queria.
não mudar de ideia é que é o tchan da felicidade.
se as situações tivessem se mantido nas duas vezes eu estaria aqui nervosa por estar com alguém com todas as incompatibilidades que eu sabia que eram impossíveis de ultrapassar, no caso de ambos.
decidi não enrolar mais e cá estou, triste triste triste me sentindo sozinha e me corroendo de saudade por dentro, de ambos. e questionando cada centímetro de escolhas que até dias atrás pareciam a linha reta de um raciocínio perfeito (e olhando preços de passagens para surpreender o cara que eu mandei embora na cidade em que ele está -- espero não conseguir, mas preciso de ajuda para passar o tempo sem esse nó da porra puxando meu coração pra garganta).
a época do ano não ajuda, mas nenhuma época ajudaria... quando muito, é vital lembrar que a família e os amigos (todos viajando) amam você, por mais que o amor que parece te completar seja outro que aparentemente não existe.
sei lá. queria conseguir lembrar melhor da parte ruim pra essa falta do que fazer ficar mais parecida com a liberdade que eu queria.
sábado, 15 de dezembro de 2012
carta a um ex
Antes de mais nada, peço desculpas por esta carta e por tudo que eu me acho no direito de te dizer. Por tudo o que eu te fiz passar e todas as coisas mal explicadas. Peço desculpas pelas explosões, e pelos carinhos mais ávidos que as seguiam. Peço desculpas pela culpa que eu sinto de não ter podido ser a pessoa que eu sei que você merece.
Mas, como a gente sabe, eu nem sei. Eu nem sei direito o que eu te fiz passar, porque a gente não se viu mais. Eu deduzo, mas eu não sei. E eu queria saber. Eu queria saber não só porque eu queria tirar essa culpa horrorosa, mas porque eu queria mesmo, genuinamente, do fundo do meu coração saber como você está, e te ajudar se você precisasse, com o que fosse.
Eu queria te dizer o quanto você fica bem de azul, e o quanto eu amo quando você canta e olha para as pessoas e fica envergonhado. Eu queria te dizer que eu sinto falta de conversar contigo, sobre coisas nossas ou sobre as coisas do mundo, que também são nossas e que na maioria das vezes a gente finge que não. Eu queria poder te ligar agora, agora, e tomar uma cerveja contigo e te dizer todas essas coisas e mais umas tantas.
É muito triste amar alguém e não amar o suficiente. O amor que sobra quando a gente precisa se separar de alguém por conta de uma coisa alheia a eles tem que ir pra algum lugar, mas o meu continuou aqui. Eu não quero que tu queiras que eu te ame daquele jeito que eu não consigo, mas eu queria poder te amar desse jeito aqui, porque não fazer isso me pesa, me dói, me arranca de mim e me faz querer ficar sozinha te escrevendo coisas que eu nunca vou entregar, sobre tudo que eu talvez nunca consiga te dizer.
Eu sonho com coisas que são horríveis até pra mim, e também por isso eu te peço desculpas. Eu sonho em poder te beijar quando eu sinto tudo isso, mas sem fazer um estrago em nenhum de nós. Eu sonho em te ver beijando alguém e não sentir meu coração rasgando no meio por baixo do peito que encolhe e não solta e me congela. Eu sonho em achar isso bonito, em te saber meu como quem sabe seu um amigo aquem a presença de outro amigo não ameaça, e em saber que os dois sentimos assim. Eu sonho com tudo isso para enfim poder fazer eu mesma, em vez de morrer por dentro por não fazer o que me é natural.
Eu sonho contigo, comigo, e com tudo o que parece impossível. Sei que tenho que me resignar.
Te amo, ainda, para sempre.
Eu queria te dizer o quanto você fica bem de azul, e o quanto eu amo quando você canta e olha para as pessoas e fica envergonhado. Eu queria te dizer que eu sinto falta de conversar contigo, sobre coisas nossas ou sobre as coisas do mundo, que também são nossas e que na maioria das vezes a gente finge que não. Eu queria poder te ligar agora, agora, e tomar uma cerveja contigo e te dizer todas essas coisas e mais umas tantas.
É muito triste amar alguém e não amar o suficiente. O amor que sobra quando a gente precisa se separar de alguém por conta de uma coisa alheia a eles tem que ir pra algum lugar, mas o meu continuou aqui. Eu não quero que tu queiras que eu te ame daquele jeito que eu não consigo, mas eu queria poder te amar desse jeito aqui, porque não fazer isso me pesa, me dói, me arranca de mim e me faz querer ficar sozinha te escrevendo coisas que eu nunca vou entregar, sobre tudo que eu talvez nunca consiga te dizer.
Eu sonho com coisas que são horríveis até pra mim, e também por isso eu te peço desculpas. Eu sonho em poder te beijar quando eu sinto tudo isso, mas sem fazer um estrago em nenhum de nós. Eu sonho em te ver beijando alguém e não sentir meu coração rasgando no meio por baixo do peito que encolhe e não solta e me congela. Eu sonho em achar isso bonito, em te saber meu como quem sabe seu um amigo aquem a presença de outro amigo não ameaça, e em saber que os dois sentimos assim. Eu sonho com tudo isso para enfim poder fazer eu mesma, em vez de morrer por dentro por não fazer o que me é natural.
Eu sonho contigo, comigo, e com tudo o que parece impossível. Sei que tenho que me resignar.
Te amo, ainda, para sempre.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Depois de tanto verbo a pessoa morre
Pensamento filosófico do dia:
Tudo passa. Até essa alegria e essa autossuficiência e essa
coisa que parece que eu sou a pessoa mais eficiente e esperta e magra e
maravilhosa do universo.
Enquanto não passa, menciono que ontem descobri que meu eu lá de fora terá uma coluna assinada em breve. Deus do céu, eu tenho medo. Vou falar só sobre coisas, claro, mas mesmo
assim tenho medo que todo mundo me julgue e me ache imbecil. Nevertheless, não
estou cabendo em mim de felicidade. WEIRD.
Sei que vai ser horrível em muitos momentos, e tenho que
saber que um dia isso vai ser odiado, como tudo na vida. Mas né, enquanto essa
pessoa não morre, o verbo rolará solto e bonito e seja o que os deuses quiserem.
Feliz vida, cosmos!
sábado, 24 de novembro de 2012
Viva a solidão intrínseca da existência
Passei a vida (amorosa) inteira achando que tinha que estar
com alguém. Continuo achando, até. Mas recentemente descobri que venho desenvolvendo
um senso de valor que passa diretamente pelas coisas que eu faço, ou que eu
consigo fazer. Tem a ver com tempo, com capacidade e com disposição. Mas principalmente
com disposição, genuína.
Nunca escrevi tanto, e nunca pensei tanto sobre isso. O que é
que é aquela coisa que só eu, do meu jeito, conseguiria falar, escrever, musicar
ou plasticar sobre de um jeito que acrescentasse de verdade alguma coisa no
mundo? O que é o fator de interesse da minha essência artística e,
consequentemente, humana? Estranho estar pensando nisso antes de, de fato,
botar alguma coisa no mundo de verdade. Mas é, talvez isso seja uma pista...
Agradar o público e o cônjuge requer força, estrutura,
tempo. E solidão.
A solidão aqui quase podia ser chamada de consciência. A
consciência de que a gente é composto de coisas que faz, de amigos que tem e de
uma séria de fatores que quem decide é a gente mesmo. E sobre os quais a gente
tem controle e nos quais ninguém mais manda.
Reclamar da falta de produtividade é tempo gasto sem
produzir. Reclamar do namoro pelos aspectos de incompatibilidade é reflexo de
estar focando nas coisas erradas, porque a vida tem que funcionar como um todo,
e as incompatibilidades filosóficas superficiais com um cônjuge estão aí para
serem supridas pela gente mesmo, seja com os amigos, com os livros e músicas e
festas e o que quer que seja que cause brilho na existência. Cada coisa da vida
é uma coisa, e todas as que eu quiser devem entrar no calendário.
Estou escrevendo aqui com tempo contado, e tem que ser assim
se eu não quiser enlouquecer. Aquilo da rotina é cada vez mais doce, me sinto
quase burra de não ter notado antes o quão elementar é tudo.
Time's up, bora trabalhar mais um pouco, aproveitando que eu
gosto do que eu faço.
:D
P.S.: Fumei normalmente desde o segundo dia da minha resolução.
People are flawed, but
well-intentioned. Um dia eu chego lá. (destaque para o aperto no peito
que dá escrever isso, a culpa ainda vai me dar uma úlcera antes do cigarro)
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
decisões difíceis para uma vida melhor
Parei de fumar, hoje é meu segundo dia. Não quero mudar de ideia, por
isso estou escrevendo aqui.
Há uma semana eu tanto fiz que consegui pó. Depois de uma noite com uma
curva de diversão extremamente descendente, eu disse que, pelo menos até o ano
que vem, no more. Só que neste fim de semana fiz de novo. E olha que eu disse
que não ia fazer porque foi ruim. E mesmo assim eu quis depois. Incrível, não?
A questão toda é a inconsequência, é aquela sensação momentânea de que
a ação x não vai causar problemas, quando no fundo você já sabe que sim.
Dependendo da droga isso se manifesta mais ou menos rápido, mas o princípio é o
mesmo. E, infelizmente, eu não sei “reduzir”. Continuar e tentar me controlar não
tem valido a pena, e neste fim de semana fiquei fisicamente doente por causa da
junção do cigarro (em excesso, afu) com o resto do que eu tinha dito que não ia mais fazer.
Anyway, só pra registrar que parei de fumar. Um fator a menos para a
morte prematura. ;D
Agora já ta me dando vontade, mas tenho que ser forte. Vai ser bom. Mimimi.
:~
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
the humming person in the back
http://grooveshark.com/s/Sonata+No+17+K+570+II/zfq14?src=5
ouvi isso agorinha, trabalhando.
tenho certeza de que tem alguém cantarolando algumas partes, bem no fundo. talvez o pianista, ou o próprio maestro.
isso me fez pensar que sempre tem alguma coisa a mais rolando na cabeça quando a gente executa qualquer coisa, principalmente artística.
tenho ouvido uma vozinha de vez em quando, cada vez que uma ideia de conto ou um conceito de teoria me atinge. não é uma voz física, claro, não estou alucinando. é como uma sensação, como alguém cantarolando ao fundo as partes importantes do raciocínio, como quem passa o dedo pelo texto para ajudar a leitura.
o que será que, no fundo, eu estou dizendo pra mim sobre o que eu quero escrever?
céus, essa é a diversão mais tensa que eu já experimentei. e olha que o páreo é duro!
ouvi isso agorinha, trabalhando.
tenho certeza de que tem alguém cantarolando algumas partes, bem no fundo. talvez o pianista, ou o próprio maestro.
isso me fez pensar que sempre tem alguma coisa a mais rolando na cabeça quando a gente executa qualquer coisa, principalmente artística.
tenho ouvido uma vozinha de vez em quando, cada vez que uma ideia de conto ou um conceito de teoria me atinge. não é uma voz física, claro, não estou alucinando. é como uma sensação, como alguém cantarolando ao fundo as partes importantes do raciocínio, como quem passa o dedo pelo texto para ajudar a leitura.
o que será que, no fundo, eu estou dizendo pra mim sobre o que eu quero escrever?
céus, essa é a diversão mais tensa que eu já experimentei. e olha que o páreo é duro!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
conselho musical e comentários aleatórios
cada vez que eu entro aqui me dou conta de como estou sempre na mesma, confusa com o mundo, enlouquecida por causa de algum cara, real ou não, e me odiando porque não produzo o suficiente e só quero me chapar.
faço votos de só escrever sobre coisas ou escrever ficção ou tentar poesia ou parar de vez. mesmo que ilustrativamente, urge refocalizar a produção ou parar.
digo votos, porque né, além de tudo nunca se sabe se o comando vai executar o que a gente decide como um todo que é o melhor a fazer. roleta russa das próprias promessas a gente vê por aqui.
comentário do dia: descobri Maperque no Grooveshark agorinha. nem todas servem, mas gostei.
comentário do dia II (pra gente ver que quando começa consegue): estou revendo Twin Peaks depois de ter lido o diário e visto o filme e etc. never gets old.
feliz ressignificação da (minha) existência pra geral aí.
faço votos de só escrever sobre coisas ou escrever ficção ou tentar poesia ou parar de vez. mesmo que ilustrativamente, urge refocalizar a produção ou parar.
digo votos, porque né, além de tudo nunca se sabe se o comando vai executar o que a gente decide como um todo que é o melhor a fazer. roleta russa das próprias promessas a gente vê por aqui.
comentário do dia: descobri Maperque no Grooveshark agorinha. nem todas servem, mas gostei.
comentário do dia II (pra gente ver que quando começa consegue): estou revendo Twin Peaks depois de ter lido o diário e visto o filme e etc. never gets old.
feliz ressignificação da (minha) existência pra geral aí.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
epifania forçada, alegria de viver todo dia e marcador novo.
ia usar esta manhã para escrever (ou começar) um conto que me ocorreu no finde. infelizmente, fui informada de que minha irresponsabilidade com relação a levar documentos a uma consulta médica, combinada com a boa-fé da secretária, vai me render ter que tapar o buraco no salário dela. tipo, agora, tenho que sair de casa.
ao mesmo tempo, veja só, papai está me ajudando a organizar as ideias internamente, e eu acho (acho) que está funcionando.
sobre as crises da semana passada, estou aprendendo a encarar a rotina de uma forma positiva. afinal, a diversão pode até ser menos intensa, mas a saúde e a produtividade melhoram. e a culpa diminui litros. e assim, não quero soar derrotista ou conformada, mas realmente estou disposta a baixar os altos pros baixos ficarem um pouco mais altos. chega de montanha russa.
ok, time's up. ainda tenho que descobrir o tamanho do rombo.
ao mesmo tempo, veja só, papai está me ajudando a organizar as ideias internamente, e eu acho (acho) que está funcionando.
sobre as crises da semana passada, estou aprendendo a encarar a rotina de uma forma positiva. afinal, a diversão pode até ser menos intensa, mas a saúde e a produtividade melhoram. e a culpa diminui litros. e assim, não quero soar derrotista ou conformada, mas realmente estou disposta a baixar os altos pros baixos ficarem um pouco mais altos. chega de montanha russa.
ok, time's up. ainda tenho que descobrir o tamanho do rombo.
Assinar:
Postagens (Atom)