quinta-feira, 12 de julho de 2012

arruma um hobby, mocinha

sensação de solidão e perda de tempo, mesmo com tudo correndo bem. até to meio pobre, mas tenho amigos presentes, tenho uma família invejável, tenho um emprego massa, tenho coisas divertidas pra fazer, e até drogas aparecem de vez em quando...

mas se não tem um homem (decente) no meio por muito tempo eu fico deprê.

sou tudo o que eu critiquei a vida inteira, que merda.
(e atrasada, cu.)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Baby's On Fire

Nenhuma outra mídia se presta pra esse statement como aqui:

PRECISO desse bong, velho!

http://www.youtube.com/watch?v=TioMQSxO7WU&feature=related

(fora que baita clipe, mas isso já é óbvio de eu ter postado aqui. essa mina é LOCA.)

BTW, férias. S2

quinta-feira, 21 de junho de 2012

I needed that slap in the face

voto de celibato pro fim de semana.
não, eu não estou brincando.

uma vez na vida tu tem que poder ficar de boa, sem estar pensando em qualquer um desses caras aleatórios que pelo motivo que seja tu acha imprescindíveis.
e mais, sem estar procurando um que desbanque o anterior.

minha própria vida, meus livros e filmes, meu bambolê, meus amigos, minha casa, meu gato, meu dinheiro, tudo precisa de mais atenção.

urge prestar atenção, em tudo. meaning it.

amanhã vou fazer uma prova pra qual não li absolutamente nenhuma linha. isso nunca mais vai se repetir na minha vida.

força na peruca. banho e cama, foi.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

...

a quantidade de vezes que eu começo a escrever e apago tudo é patológica.

domingo, 17 de junho de 2012

my heart is twisting

as últimas semanas foram intensas, quase catastróficas de tão boas e ruins ao mesmo tempo.

me diverti, me confundi, confundi tudo, messed up com quem não merecia.

infelizmente pra mim, como há um tempo atrás, não consigo nem me sentir triste de verdade. às vezes acho que devo ser um pouco psicopata mesmo.

aliás, triste sim. o que eu não sinto é que eu tenha feito algo errado. de novo, acho que não foi o caso, porque ter levado qualquer uma das coisas que têm acontecido de jeitos diferentes não teria sido genuíno, e eu preciso ser honesta comigo. não tenho mais a capacidade de autoanulação que eu já tive, e não consigo achar isso ruim.

bebé, peço desculpas por não ter sabido julgar melhor as coisas. acho que eu estava feliz demais (contigo, inclusive) pra ver que não ia funcionar.

love is a bitch.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

dia dos namorados [2]

EDIÇÃO FECHADA ÀS 05:54.

***

o cheiro dele ainda está em mim.

***

então, fazendo hora pra ir pra aula, porque dormir seria só pra acordar triste. às vezes tem que seguir andando. b., nunca te entendi tão bem.

***

o cara que dançava melhor, era o mais gato do planeta e tinha o melhor cheiro do mundo se fez ao máximo. não narrarei por vergonha, mas podia ser um conto. peraí.

***


Eu, na festa que não sabia se queria ir. Claro que queria ir. Enfim.
Pessoas muitas, de todos os jeitos e formatos. Eu consciente do meu formato, a princípio. Penso e penso e não sei o que poderia ter feito diferente. Digitar devagar e errado faz parte, thank god for Raimundo Silva, embora eu ache que os autores dele não escreviam this high.
Towelie: - Wanna get high?
Me: I was DYING for someone to aks me that fucking question.

***


Aliás, fui conversar (tentar escrever a porra do conto), e estou chapada demais pra escrever o conto (o que é triste, porque esse conto daria um conto! peraí.

***


Daí a gente dançou muito, e ele dançava samba (así, pegao), só que com uma leveza indescritível (depois eu fui saber, da BICHA que ele era (pelo amor de deus, sem querer parecer nazista, o mundo não é binário, etc.)!). Essa leveza eu transportei pra horniness  (??) e achei que levava a alguma coisa, mas claramente não. Pausa pra botar uma música que tá ficando solitário.

***


Fui botar música, tava tenso lá.

***

THANK GOD FOR DEVENDRA. REALLY.

***

Queria lembrar o sobrenome pra botar no FB (oh god). Cheiro do inferno.


***

Aliás, peguei o Diego Alface. Não bastava o Douglas, tantos anos antes (se bem que o Douglas não tava in such a bad shape, pelo contrário (merda, baixinho não.)).


***

Eu fico triste com o que isso pode vir a ser, mas isso é mais eu do que jamais. {statement não entendido quando relido (?), deixado em nome do flow.}

***

fico tentando fazer a narrativa fazer sentido e não consigo não fazer referências obscuras à minha própria vida.
quase hora de ir. Teria que tomar banho e trocar de roupa. vou já.

ai, estiloo pra q t qro.

nem,

mwahaha.

p.s.: o cheiro dele ainda está em mim.

ainda bem que eu não vou dormir, e que vou tomar a porra do banho.

terça-feira, 12 de junho de 2012

dia dos namorados

o primeiro que passo sozinha desde 2007, e o mais feliz.
trabalho em casa com o gato no colo, depois atividade física, depois barzinho com as amigas e ninguém pra impressionar.
amo a minha vida, sem nenhum sarcasmo.

:)

claro que as saudadezinhas todas apertam, mas nada que uma música bem alta não deixe divertido!

domingo, 10 de junho de 2012

eu até sou meio louca

mas tem gente pior (quase me sinto mal por não conseguir conter o sadismo interno, lulu).

o boa noite mais em paz dos últimos anos, dia intensamente recompensador.

amanhã será outro.

baijo

quinta-feira, 7 de junho de 2012

não entendi.

ia escrever sobre feminismo, e tinha todo um argumento bem bonito montadinho sobre como o sutiã é uma coisa opressora e sobre a minha recente descoberta de que a vida tem mais possibilidades do que andar com os peitos pra cima o tempo todo e sobre como tem coisas pras quais faz mais sentido estar solta, mesmo...

mas me desconcentrei porque não entendi um silêncio, acompanhado de um grau de autossabotagem que eu não sei precisar, mas que pareceu importante. não queria criar caso porque realmente não ando com saco pra drama, mas essas são as duas coisas que alguém pode fazer que mais me fazem pensar sobre que tipo de contato eu quero ter com a pessoa em questão. porque:

- é um saco esperar. esperar resposta, então! principalmente quando o interlocutor sabidamente recebe o recado, vontade de sacudir pelos ombros.

- é um saco ver alguém se sentindo mal e não poder (mesmo) fazer nada. mas é pior quando nem o principal interessado faz alguma coisa.

- é inquietante pensar que a sensação que isso causa em mim possa se repetir, caso o comportamento seja um hábito. já paguei minha cota de autossabotadores com surtos de sumisso nessa vida e, honestamente, o tipo não me atrai.

cada caso é um caso, e eu não quero estar sendo injusta com ninguém, mas algumas coisas são difíceis de entender.

pra escrever mais que isso tampouco tenho saco. tenho mais coisas pra fazer do que eu consigo coordenar e não me apetece mesmo perder tempo cuidando um quadradinho na tela pra ver quando pisca se ele não vai piscar.

sem drama, mas já drameando. azar, aqui é pra isso mesmo, e a graça é escrever puta da cara. é nóis.

terça-feira, 5 de junho de 2012

produtividade

depois de muito tempo sem, hoje tomei uma ritalina para trabalhar, e a tranquilidade e o foco foram surpreendentes. placebo? talvez... mas a questão é que atingi minha meta mínima e continuo, e depois ainda vou me preparar pra aula amanhã e vai dar tuuudo certo.

agradeço também aos inventores dessa bolinha branca e mágica por conseguir acalmar um pouco a montanha russa de tripas que teria sido esse dia se eu não estivesse muito concentrada em trabalhar.

the show must go on. \o/

quinta-feira, 31 de maio de 2012

it fucking never ends

a arte de escrever um abstract para a aula sobre um artigo a respeito da independência da escócia em comparação com a do kosovo (vinte anos antes) sem fazer ideia do que se está falando, e com cerveja, cigarro, whisky, anfetamina, ácido, mais cerveja, bem mais cigarro, loucura de internet, loucura ao vivo, invasão de domicilio da amiga caridosa, beck, mais cigarro, coca-cola, doce, pinhão e mais cigarro na cabeça.

4:02 e não me atrevo a dormir. nem conseguiria. nem posso. nem quero. nem vou. party hard, work harder. fuck even harder when you have the time. hell yeah.

hope this lasts till morning. and the following night, serei hoadie (é assim?) de performance de bambolê. e laika sexta. e filme sábado. e jam domingo. e as telas a janela, pra poder abrir a janela quando voltar pra casa?

pobre teresa. it had to be said, quando vê me envergonho. ou não. ai. tá, back to work.

terça-feira, 22 de maio de 2012

como assim?

tem uma dorzinha bizarra no fundo da minha garganta, como quando a gente quer chorar e não consegue. junto com ela a falta de ar que causa os suspiros constantes. e uma felicidadezinha filha da puta lá no fundo, justificando a porra toda e não me deixando não dar bola.

fico me perguntando qual é o nível de realidade de tudo, não só do que não é real. o que significa que eu não tivesse sentido isso assim por muitos anos? se é que já senti assim... honestamente parece que não, mas não quero tirar conclusões precipitadas. o que significa sentir isso justamente agora? e a causa, onde eu enfio? na lista de "links divertidos"? na mala de viagem, pra levar embora comigo? no cu?

meu caráter ansioso precisa de presença, de abraço, de cheiro, de cabelo e de ombros pra usar de travesseiro. meu coraçãozinho retardado fica perdido batendo no vazio sem apoio e tropeça, dá um nó em si mesmo (e dói)...

ao mesmo tempo já tenho um apoio, mas que cada vez me serve menos, porque eu cada vez sirvo menos. quem dera fosse só uma bengala, daí eu podia quebrar no meio, despedaçar direitinho e jogar no entulho, e não pensar mais nisso. mas né, não dá pra sair por aí despedaçando as pessoas, principalmente quando elas são ótimas e a pervertida que planta amores impossíveis no próprio corpo é você.

saudade só existe em português, mas agonia é universal. e acho que o momento é meio mundial mesmo...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

audience


Tem alguém olhando atrás da tela. De outra tela, longe, infelizmente inalcançável. Mas é como se estivesse aqui, atrás de mim, olhando a tela junto comigo.

Tudo o que eu fizer aqui está irremediavelmente sendo assistido, e, por mais que a agonia embrulhe meu estômago e acelere meu coração enquanto eu escrevo, agora seria covarde parar.

Mesmo porque, enquanto eu não parar é como se eu pudesse sentir a respiração quente atrás de meu pescoço, olhando a tela daqui. Essa respiração tira a minha, e isso não se sente escrevendo pro escuro.

terça-feira, 17 de abril de 2012

craving

é necessário registrar que o ser humano é um eterno insatisfeito, e é quando as coisas vão melhor que mais surge (procura) sarna pra se coçar.

preciso de sexo. simples assim. mas não é qualquer sexo, é sexo com qualquer um que não seja ele, porque o sexo dele eu conheço e sei como funciona.

eu sei que as coisas não estão interligadas, porque eu consigo amar alguém e ainda assim querer outras pessoas. mas estou começando a achar que se eu não der pra outro rápido vou passar a gostar menos deste, de puro tédio.

eu deveria ficar solteira, mas sei que assim também não ia ser plena, e todos temos que escolher entre uma falta de plenitude e outra (olha que moça equilibrada e resignada! nem parece eu...). mas juro que se eu não resolver isso logo a balança vai mudar de lado.
(pior é que nem, eu só vou começar a ser uma idiota e brigar por qualquer estupidez.)

horrível, né? eu sei.

mais horrível ainda é que os dispostos se atraem e há candidatos (sim, no plural. mais plural do que a minha mente consegue administrar). candidatos realmente dispostos a manter tudo quieto e sugar-nos mutuamente de alegria proibida. mas eu ainda não fiz nada desde a vez que decidi não fazer mais nada.
(oh wait, online sex doesn't count)

mas o problema maior é que TUDO é mais legal na minha cabeça. daí eu encontro eles e é sem graça, e me expus à toa.

eu deveria ficar solteira, mais sei que assim também não ia ser plena porque quando a gente está solteira nada acontece. aí eu ia achar o primeiro e o primeiro ia querer me namorar e eu ia estar carente e ia querer também e dali a um mês tudo ia voltar ao lugar de agora.

difícil a vida, viu?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

lonely boy

uma nostalgia funda, pesada, quente e contínua. quase confortável. quase.
sentia que tudo o que fazia que não fosse aquilo era cansativo, penoso, um estágio de espera entre esta vez e a próxima.
queria colo, precisava pensar, não conseguia produzir no trabalho nem em casa, era grosso com as pessoas. sabia-se bom e generoso, mas precisava dormir. antes que dormisse direito não conseguiria mais ser bom. talvez se dormisse direito conseguisse se sentir bem de novo, sem precisar recorrer àquilo.
querendo dormir, decidiu fazer alguma das coisas que tinha que fazer. trabalhava e pensava sem parar, mas se distraía a cada minuto e tinha que começar de novo.
pensava que tinha que parar de se distrair, e mais uma vez era sabotado por seu próprio funcionamento, porque pensar em não se distrair não é o mesmo que não se distrair.
precisava parar.
não sabia se precisava parar de trabalhar, de dormir ou de fazer aquilo. ou de pensar naquilo em vez de trabalhar ou dormir ou fazer aquilo.
decidiu que ia trabalhar, depois dormir. se acordasse mal, ainda faria, uma ultima vez. isso o confortou, ao menos não era uma decisão extrema.
enquanto trabalhava pensava na ultima vez que faria aquilo com uma ansiedade quase infantil. pensando nisso, não terminava.

acabou não terminando nunca. mas, mesmo nunca mais dormindo, sonhou para sempre com o que ia fazer quando acordasse.