domingo, 12 de outubro de 2014

insectness

vim rapidinho aqui contar o quanto eu sinto inveja das meninas minhas amigas lindas que saem de noite e riem e se amam e postam na internet enquanto eu to chorando por minos e dinheiro, cansada demais da semana inteira trabalhando pra ir ver elas. hoje vou pelo menos almoçar com os velhinhos que tão pior que eu. mas eu não sei mais se eu sou uma pessoa agradável pros meus amigos da minha idade, não sei fazer piada e sou sensível demais pra discutir banalidades, puxo sempre sem querer pra umas conversas filosóficas profundas que ninguem pilha.

o chan da "metamorfose" do kafka é que o próprio cara não consegue ver no que se transformou. eu não sei mais quem é essa mina noiada aqui.

sobre a libido, ela voltou com tudo. e eu tento descarregar pelo menos uma vez por semana, mas ela tb faz querer coisas mais simples tipo abracinho e ter um namorado pq namorados são nada menos do que pessoas com as quais você tem uma espécie de passe livre pra amassar quando quiser e eu ando por abraço o tempo todo ultimamente, e infelizmente abraço de vó can only go so far.

mina troxa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

auto(não)medicação

ok, parei de tomar aquela bagaça. faz uma semana. senti micro tonturinhas nos últimos dois dias, e antes disso tive uma tarde de choro copioso ante a perspectiva de trabalhar (me senti com 5 anos, chorando com uma buzina de NÃO QUERO na cabeça pra um trabalho parecido com o que eu fiz hoje, bem tranquila; vai entender). 

fora isso, não poderia estar melhor. I mean, talvez eu volte a ter que vir mais pra cá. mas, sinceramente, meu corpo é meu templo. e o meu templo não estava mais funcionando em termos transcendentais, if you know what I mean. e fuck that.

tem flúor na água calcificando a pituitária e veneno na comida e farinha demais e sal demais e açúcar demais em tudo. com tudo isso eu ainda vou ficar sem libido? PI-ÇA MO-LE.

se ficar muito ruim, sigo a dica do guru e componho pra não chorar (escrever não funciona, já tentei, acabo escrevendo sobre as razões do choro e choro ainda mais). desenhar talvez seja o mais calmante. 

talk about atirar pra qq lado, ta loco.

bottom line: sem meu corpo não fico mais.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

boludeses

mas o quê de tão íntimo? eu fico com vergonha, sim, mas, de fato, as pessoas são tão mas tão diferentes assim de mim? digo, eu sempre pensei que as coisas sobre as quais eu escrevia aqui eram coisas que todo mundo pensava mas não queria falar, ou até queria falar mas tinha vergonha, ou mesmo que não pensasse igual entenderia que é uma questão de natureza humana. eu gosto de ser explícita, mas meus assuntos são razoavelmente leves (ainda mais se tu comparar com o lars e com irreversível e tal). e bom, aqui é onde eu sangro. eu não sou assim o tempo todo. aliás, ninguém deveria ser. aqui é onde eu largo a bola de pelos. e ela precisa sair, senão eu morro engasgada.
(ontem mesmo eu me disse que não ia mais escrever pra ver como eu conseguia lidar com a minha vida sem ficar narrando e olha, teve quase o efeito contrário, passei o dia, devo ter escrito, sei lá, umas cinco mil palavras já (essa época dos hormônios em fúria é um saco, sabe--ainda bem que agora eu tenho um pouco mais de filtro--trabalho que é bom azar))

and now, for something completely different:
a nossa, agora, é uma interação metafísica sob camadas de nuvens com palavras soltas inseridas em outros assuntos em letras de músicas em cliques soltos em coisas tão pequenas que eu duvido que sejam de verdade. queria mesmo que percepção fosse realidade, porque aí eu podia pensar nelas e me sentir menos alucinando. mas percepção é só a minha realidade. sabe-se lá o que ele percebe. eu lembro quando a gente começou a interagir que eu achei que era tudo trova ativa e ele tava só jogando verde sem nenhuma fé e não soube daonde eu vim quando eu apareci correspondendo àquela trova toda (nunca mais vou esquecer que quando eu convidei ele pra dormir comigo ele disse "sério?"). hoje, de vez em quando ele me deixa entrar, eu e todo mundo que tá aqui fora. mas eu fico com a impressão de que ele faz de propósito, de que ele faz pra mim. em dias de chuva eu lembro da vez que ele me disse que gostava de transar com relâmpagos porque ficava com um astral meio épico. com tudo que eu achei a imagem idiota na hora, dá saudade quando chove do mesmo jeito. agora parece que eu finalmente consegui afastar ele de gostar de mim, mas eu sinceramente preferia não alucinar farpas (eu devia mesmo era parar de espiar... vou chegar lá). meu grilo falante continua me dizendo pra não pensar nele, que o que ele fez com a de antes ele fez comigo e vai fazer com a próxima, que aquele amor incontrolável nada mais é que desejo de atenção, que ele gosta de se livrar dos conflitos e levar mãozinha na cabeça. e cara, god only knows como isso é verdade. mas eu vi ele de tão perto que eu vi um guri largado naquela BADERNA NOJENTA que ele chama de casa, e agora eu apenas preciso saber como ele tá, do jeito que der. talvez pra sempre. tomara que não. mas enfim, por mais que me coce a garganta, ver que ela ainda tá lá pelo menos me diz que ele tem com o que se distrair, e me deixa fundamentalmente feliz, ainda que extremamente desconfortável. eu ainda sonho com eles. minha libido tá a sete palmos por causa desse remédio de merda mas com eles se pegando naquela festa eu ainda sonho. 


eu devia estar pensando na minha vida. quero mudar de emprego de novo. graduação a essa altura é piada. virar mendiga na europa cada dia soa mais bem. mas pensar nessas coisas é difícil e confuso. é mais fácil pensar nele, óbvio. ainda que não seja.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

frequência

tinha um tempo em que eu escrevia muito aqui. hoje, guardo os rascunhos mais terríveis só pra mim, mesmo. não quero mais ter vergonha do que eu posto. se der vergonha, não precisa ir pra internet.

essa coisa de despejar os sentimentos na tela branca acalma e não acalma ao mesmo tempo, porque gera uma mini ansiedade de quem possa ver e o que possa pensar, e ao mesmo tempo, sem publicar muito tempo eu sinto como se estivesse desconectada do mundo, de um jeito mais profundo. tremenda bobagem, eu sei, mas é difícil não sentir.

o que ia dar certo ontem não deu, mas pelo menos o imprevisto me deixou livre pra tentar ajudar a tapar um buraco sério no peito do apartamento, e fiquei genuinamente feliz de estar disponível naquele momento. fico pensando se tivesse conseguido me ocupar, quanto mais tenso teria sido o dia de hoje, pra ele.

eu continuo meio que mourning a coisa de não ter alguém pra chamar pra ver filme agarradinho, mas ontem também compus uma canção. perde-se umas, ganha-se outras. solidão é ruim e bom.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

errata

ontem gurizeei, do verbo gurizear.

acho que devo ser bipolar.

eu não queria nada nada nada e fui lá e disse. daí ele me convenceu que não tinha mais como não ter nada, se a minha intenção era não fazer nada, que a essa altura pra voltar a não ter nada ia dar algum trabalho. daí eu achei mesmo melhor não passar trabalho e deixar pendurado no cantinho.

só que o que tá pendurado balança, daí ontem eu balancei mas ele já não tava mais esperando e tomou um cagaço. ele achou que eu era constante, como eu achei que ele era confiante. desilusão dupla.

mas vai dar tudo certo. eu gosto de quartas-feiras.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

oops

not that big of a deal, not that big of a deal...

once again I fall into my own tempestuous sea of un-thought-of attitudes.

how can I begin to tell you that nothing is that big of a deal? how do I begin to tell you I'm not even into you anymore, that I just like your company? (but you do smell good, I'm not sure about it when you get too close) 

it's just that some impulses go trough me before I can filter them and I end up showing up when I shouldnt and sounding like an annoying egoistic bitch because I think I'm so insignificant that you wont even mind me there. then you act like you wish I hadn't just showed up, and it is confusing for me to matter that much to you. I mean, to the point where you wouldn't wanna see me at all.

am I crazy or is that it?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

trying it out

the wine made the music more vivid and the voices deeper. the small group of friends talked and laughed. the plan was to go out dancing, but the rain and the cold stopped them. there were pink blurs on everybody's cheeks and an opaque shimmer to their eyes. that was the wine, too. "wine is poison, if you use it wrong" she thought as she caught herself shamelessly staring at one of the guys. she had never looked at any of them like that, but all of a sudden she found herself noticing his hands, his lips, the shape of his neck and his thick thighs inside worn jeans. as she got to the top of his thighs, imagining the shapes inside, she heard her own name in his voice, startling slightly. they were the last smokers in the group, and were running out of cigarettes. "i'm going to go buy more, do you want some?" "i'll go with you, it's just around the corner." he got up with a smile. they left the apartment under the sound of the other's continuing conversation. as she was closing the door and before she could reach the lights, she felt his hand on her waist. she turned around to face him and felt his breath so warm one could swim in it. the smell of cigarettes and cheap wine combined with his own was inebriating. they looked at each other's lips for uncountable seconds, until he wrapped her waist with both arms, her breasts pressed against his chest. he kissed her slowly, as if asking for permission, while gently walking her to the wall. when her back touched the wall  he leaned onto her and she felt the volume of his cock in his pants and instinctively opened her legs, stepping on the tip of her toes. the kisses got faster, suddenly eager. he kissed her neck, and the feel of his beard made her sigh. their hips seemed to want to fight the jeans off, as the pace got faster. he grabbed her tit over the coat, she moaned. he unbuttoned her coat and got his hand under her sweater, no bra, straight to her hard nipple. she moaned again, this time louder. they stopped kissing and looked at each other for a moment, breathing heavily, his hand still under her sweater. They heard laughs from the apartment, and smiled. "We're gonna need those cigarettes later, let's go" she said. He kissed her again while unbuttoning her jeans, and slowly put one hand inside her panties, feeling how wet she was. "You're right, we're gonna need them. Let's go."

terça-feira, 19 de agosto de 2014

escuta sem parar pra pensar no meio. duvido tu conseguir.

olha pra frente. olha onde pisa. não vai cair. firma bem o pé no chão, empilha as vértebras em cima da bacia e a cabeça em cima das vértebras. se precisar, usa os dedos do pé, te agarra no chão como o macaco primordial dentro de ti faria. eu descobri que usar os dedinhos do pé ajuda a manter o equilíbrio.

não grita com os amigos. por nada. se der, não grita com ninguém.

eu sei que existir sóbrio é uma merda. eu mesma to tomando remédio, sabia? porque alguma coisa tem que ajudar. qualquer coisa tem que ajudar. o que eu não quero e não consigo é deixar a minha insatisfação com a existência vazar pra quem não tem a ver.

não que não dê pra se expressar. eu sempre sou a favor das conversas mais profundas. chego a ser chata. mas é que as pessoas são tão sensíveis. tem que ter cuidado com como a gente fala da merda toda. eu sei que eu também sou sensível e que tem gente que não tá nem aí pra mim. mas eu prefiro saber que eu fiz o melhor que eu pude do que não ter certeza se a escrota da história fui eu.

eu entendi errado quando ouvi que tu te cortou. achei que era algo pior. as pessoas tem me assustado com esse assunto ultimamente. ta todo mundo muito deprimido. passei uma manhã inteira com um nó indizível na garganta. não faz isso comigo.

te coordena, ninguém vai acreditar em ti falando de amor e sendo violento ao mesmo tempo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

amor novo, amor velho, amor de merda

dá um frio na barriga muito especial falar de amor. provavelmente porque a gente nem sabe do que tá falando. parece que é amor quando a gente gosta da companhia da pessoa, quando o sexo é bom, quando as conversas fazem sentido e te apresentam coisas novas ou novos jeitos de ver coisas que tu achava que já conhecia, ou, melhor ainda, quando uma coisa que tu concorda muito ganha um formato novo através de um ponto de vista muito parecido com o teu, mas vindo de outra pessoa. é a velha coisa de achar que compartilha uma perspectiva. os aspectos em comum passam a te fazer se identificar com aquela pessoa, e quando tu admira ela tu fica meio que se achando mesmo, tipo "nossa essa pessoa tão fantástica no fundo é meio parecida comigo, ou tem o que quer que seja em comum comigo, eu devo ter algo de bom também, será?". e esse se identificar te faz se importar com ela, amar o próximo como a si mesmo, não querer que o ser amado sofra na mesma medida em que tu não quer sofrer.
eu costumo medir amor por sofrimento, sim. muitas vezes eu dou uma sofridinha pra evitar que o ser amado sofra. se eu não faço isso é sintoma de que nem amo mesmo. o problema é que quem sofre quer conforto, e às vezes o ser amado não sabe que eu to sofrendo porque se eu contar meio que arruína toda a coisa, daí eu começo a ficar um pouco malvadinha porque acho que mereço um meio de soltar os cachorros e aí a falta de comunicação vai começando a minar o bagulho.

eu disse que amava um amor velho, depois de muitos anos, só pra reiterar. deu nervoso igual, mesmo sabendo que ele sabe. 

falar de amor dá nervoso porque quando a gente diz que ama no fundo a gente tá meio que se colocando à disposição, e às vezes as pessoas não querem ter alguém à disposição porque elas pressupõem intuitivamente que essas coisas exigem algum nível de reciprocidade e elas não querem se comprometer e depois ter que fazer a mão de mudar de ideia. daí a gente pensa em falar de amor e muitas vezes não fala pra não meter pressão no ser amado, porque a gente sabe intuitivamente que pessoas que se sentem pressionadas a retribuir coisas tendem a fugir da raia. o que a gente esquece é que esse se botar à disposição não é eterno, nem constante. aliás, geralmente a gente (eu) diz que ama em momentos de êxtase (às vezes que alguém diga que te ama é mesmo extasiante), em momentos que a gente sente que a interação com aquela pessoa nos dá uma energia nunca antes sentida e a gente sente a necessidade física de declarar que aquela energia toda veio dali, e portanto merece voltar pra ali.

o que eu tenho querido é um tipo de amor que não me faça querer bis tanto assim, que não apenas se retroalimente mas que se espalhe. eu queria um amor que confortasse, sem prender. porque eu mesma queria conseguir isso, confortar sem prender, manter a coisa acontecendo esporadicamente sem meter pressão, e não me sentir pressionada a estar constantemente buscando o estado de espírito ideal que faça com que se aproxime porque nem sempre funciona. verdade seja dita, sempre só acontece quando eu não to mais esperando e eu sempre sou pega de surpresa, juro. queria não ficar esperando o bis toda vez porque nem toda vez tem. queria ter um consolo decente pra viver feliz ainda que não intensamente. até porque, a intensidade de certas interações fazem a gente escrever esses nacos loucos sem sentido em vez de se jogar nas oito horas de trabalho o quanto antes pra se livrar. vou até a madrugada hoje, culpa dessa merda chamada amor que não para de zunir na minha cabeça.

terça-feira, 29 de julho de 2014

raivinhas

"I'd rather be a bitch than be an ordinary broken heart"

http://grooveshark.com/s/Good+Day/k8H0u?src=5

consolar demais dá repé.

***

cá estou eu enrolando trabalho once again. oi mundo!

menos drogas, mais uma tentativa de parar de fumar, coisas rolando... quando parece que vai ficar meio bom as vidas dos amigos próximos desmoronam na tua cabeça e tu tenta ser gentil simplesmente por incapacidade de ser o analista de bagé que as pessoas precisam e acaba absorvendo merda atrás de merda e depois se sentindo irritada.

e as pessoas não melhoram. acho que vou ter que começar a dar umas no meio daqui a pouco.

terça-feira, 22 de julho de 2014

stay gold

eu queria que esse azul de agora no céu não passasse nunca, do mesmo jeito que eu queria que não tivesse passado a hora que nos escorreu entre os dedos de manhã, nem a madrugada que parecia que não terminava e terminou, nem quando nossos joelhos ficaram encostados embaixo da mesa do prato feito de 7 pila enquanto os troncos fingiam que a gente nem se pega, nem aquele momento furtivo quando a gente ficou pra trás de todo mundo depois do almoço e deu as mãos e apertou bem e disfarçou o sorriso perguntando se tinha feijão no dente, nem essa sensação de ser aberta por dentro quando respiro o ar que paira na volta dele e me persegue que nem fumaça enfeitiçada de desenho animado - chega a ter um dedinho que faz "vem vem".

nessa época ano passado eu tava loca igual (talvez mais, porque agora tem essa paz linda que ele me transmite, o ruivo era pura agonia). e esse é exatamente o ponto, em algum momento da história o cheiro dele tende a parar de me abrir, como os outros já pararam antes. e eu realmente queria que não dessa vez. é a primeira vez que eu não tenho defeito pra botar. pelo contrário, a convivência fica cada dia melhor. eu fico cada dia melhor, porque ele é uma ótima influencia pro meu serzinho caótico. esse momento de ascensão eu queria que nunca nunca passasse.

domingo, 20 de julho de 2014

incoerências do fim de semana

(são duas horas da manhã. apelei pra cá, querido diário. a vontade era colar aqui a mensagem para conseguir ilustrar com exatidão o grau da psicodelia psicológica. eu não consigo começar a tentar descrever a conversa que eu fico com raiva.)

- não querer zuar no domingo de noite e ter zuado;
- não querer ficar de love com o ~sócio no finde e ter ficado e estar se apaixonando;
- não querer se importar com a mensagem do ruivo e ter respondido e causado mais uma tréplica completamente desnecessária, que acabou por ser respondida, ou rebatida, no outro blog;
- não querer dormir tarde e estar escrevendo, agora.

sobre a zueira, eu podia ter ido comer e pra casa, se tivesse respondido SIM quando perguntaram 'tá com muita fome?', mas decidi dar aval verbal pros minos irem no carandiru e depoooois comer na casa do que tinha ceva, dai unia os uteis aos agradáveis. pensei, por que não? e a verdade é que tinha um motivo pra não, que era que precisava dormir cedo, que rolou até remédio pra dor pra conseguir ensaiar hoje, que essas enxaquecas do demonho ainda me matam, que amanhã vai rolar trabalho gostosinho de fazer e eu queria estar com a corda toda pra fazer direito e receber mais desses bons -- e no entanto cá estou.

sobre ficar de love, bom, é inevitável. cinco vezes eu apaguei o que vinha depois desse ponto, porque não consigo articular. decidi que é apenas indescritivelmente inevitável, irresistível, etc. me peguei pensando hoje em dar umas formas de gelo pra ele, pq na casa nova quem faz gelo são as xícaras de cafezinho. deixar na mesa, num pacote. menos, que bandeira. mas enfim, formas de gelo coloridas, embrulhadas em papel colorido. 
é não ter mais no que pensar hein, e o vestibular? badumtss 
eu fico com medo de passar sinais de amor e depois não conseguir manter o fluxo, mas fazer ele sorrir é realmente uma coisa que melhora o meu dia (aliás, tenho trabalhado muito bem, querer mostrar serviço por gosto seria a saída para todos os problemas do mundo -- no entanto hoje já devia ter ido dormir).

sobre o ruivo, queria não ter postado sobre. pessoa que pensa "odeio pessoas que mandam indiretas" sinto muito, eu sou o que eu consigo e não queria responder mas ficar quieta também não. ele aperta meus botões, rs. eu queria apenas que ele parasse de me escrever sobre o que foi e o que poderia ter sido. daí, quando não era nenhuma dessas coisas, ele escreveu "não te cansa muito". eu não consegui não responder que não tinha entendido, e isso gerou uma mensagem gigante contendo um imenso e gritante deixa disso, sendo que quem inventou uma frase solta sem contexto pra me mandar foi ele. um paradoxo de perninhas com conta no tumblr. eu não quero ser sugada de novo, por isso não respondi mais. mas o desenho precisava. 

sobre ter escrito isso aqui, bom, não foi ruim. mas meu pescoço já dói de novo. pensei em fumar o ultimo cigarro e bocejei. quando eu bocejei fechei o olho e senti o que a minha mãe chama de areia no olho. ja sentiu isso? é de sono, dizem. vou dispensar o cigarro. ja to até demorando pra digitar.

ps: personare disse que é pra se cuidar com incoerências até a metade do mês que vem. por menos que pudesse ser válido esse negócio quanto aos planetas e tal, o fato de ele me dar a ideia pra essa lista já é ajuda divina.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

uma saudade não sei do quê

tem dias que parece que por mais que tudo na vida esteja razoável, ou mesmo bom, alguma coisa coça na garganta.
hoje eu tava sentindo que o dia estava assim desde de manhã e não sabia por quê.

nesses dias a gente olha fotos velhas, ouve músicas velhas e passa muito tempo olhando pra parede branca e passando filminhos na cabeça como se tivesse sido ontem.

às vezes faz anos que algo passou e a gente ainda sente os cheiros.

eu fiquei olhando fotos e vídeos dos últimos exes. imaginei como poderia ter sido, o que estaria fazendo, onde estariam a minha vida e a deles, e me deu vontade de dar uma voltadinha no tempo por um segundo. como não pode, respirei e voltei para a minha vida. a parte boa é que não demorou para constatar que tudo o que aconteceu até agora está encaminhado desde um lugar bom e rumo a um melhor ainda. eu tenho sorte.

***

exatamente hoje faz 12 anos que a mãe dele morreu. e eu ainda acho que sei o que eu falo quando falo de saudade. eu tive muita sorte até agora.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

screen of death

gostaria apenas de deixar registrado o que aconteceu ontem à noite. no meio de uma conversa pós-transa das mais agradáveis, meu ruivo querido mencionou que teve os cabelos compridos sei lá quando. pedi fotos, nunca imaginando que ele fosse sequer levantar da cama. não só levantou para procurar as fotos no hd externo como, ao não encontrá-las, ficou no stumble. tudo bem né, é divertido. só que depois a gente lia as coisas em velocidades diferentes e tinha interesses diferentes. aí, como ele que tava pilotando, eu fechei os olhos e fiquei só curtindo os comentários ocasionais que ele fazia. aí quando eu finalmente li um quadrinho que era legal, ele fechou antes de eu terminar porque entendeu "sim" quando eu disse "não" à pergunta sobre se eu estava dormindo. acabamos desistindo do computador. depois de um pequeno silencio e olhos abertos olhando para o teto (que não emana luz), voltamos a conversar e a noite voltou ao normal.

impressionante o poder de morte da interação causado pela tela. ainda bem que por enquanto ainda funciona desligar pra retomar o vínculo.